Pitaya

2010
03.30

Pitaya é o nome dado ao fruto de várias espécies de cactos epífitos, sobretudo do gênero Hylocereus mas também Selenicereus, nativas do México e América do Sul e também cultivadas no Vietnã, Malásia, Israel e China.

O termo pitaia significa fruta escamosa ou “Dragon Fruit” (Fruta-do-Dragão). Sua aparência é muito bonita e diferente. Como a planta só floresce pela noite (com grandes flores brancas) são também chamadas de Flor-da-Lua.

De acordo com a espécie seus frutos podem ser de cor amarelo-vivo ou vermelho externamente, de polpa branca translúcida com minúsculas sementes como o Kiwi e de sabor suave e agradável. Em algumas espécies a polpa é de coloração vermelha com tonalidade mais forte que a casca e atualmente são as mais procuradas para plantios comerciais.

Ela pode ser cultivada de 0 até 1.800 metros acima do nível do mar, desde que as temperaturas sejam em média de 18 a 26°C, com chuvas de 1.200 a 1.500 mm/ano, mas se adaptam bém a climas mais secos. Os solos que oferecem melhores condições para o cultivo são os de pH entre 5.5 e 6.5 e não compactados, ricos em matéria orgânica, bem drenados e de textura bem solta.

Fruta

Existem diversas espécies de pitaias e dentro dessas espécies diversas variedades, todas com a pele folhosa. As espécies mais conhecidas são:

Hylocereus undatus, branca por dentro com pele rosa; de origem incerta, provávelmente Caribe e Indias Ocidentais.

Hylocereus polyrhizus, vermelha por dentro com pele rosa; originária da Nicarágua, Costa Rica e Panamá.

Selenicereus megalanthus, branca por dentro com pele amarela; originária da Bolivia, Colômbia, Equador e Peru.

No quadro a seguir, citam-se além dessas, diversas outras espécies:

A fruta pode pesar entre 150-600 gramas e seu interior, que é ingerido cru, é doce e tem baixo nível de calorias.

Em literaturas internacionais são citadas produções de 14 toneladas por hectare para a Pitaya Amarela (Selenicereus megalanthus ) e para a Pitaya Vermelha de Polpa Branca ( Hylocereus undatus ) 30 toneladas por ha, isto anualmente.

Seu sabor lembra o do Kiwi, mas na hora de comer o processo é semelhante ao do mamão (apesar de sua aparencia chamativa, o paladar é suave). As sementes se assemelham às do gergelim e se encontram dispersas no fruto cárneo.

Utilização

Pode-se consumir a polpa do fruto ao natural ou processado como refresco, geléias, doces , suco ou vinho.

É também utilizada em medicina caseira, como tônico cardíaco. As sementes têm efeito laxante. Além do fruto, que tem efeito em gastrites, o talo e as flores são usados para problemas renais.


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